PALESTRAS

As propostas aqui apresentadas resultam de intervenções autorais já implementadas em diferentes contextos institucionais.
Podem ser retomadas como intervenções pontuais ou integradas em ciclos e programas institucionais, sempre que o contexto justifique continuidade, aprofundamento ou acompanhamento.
O trabalho de Leonor Cerqueira parte de uma escuta prévia e de um alinhamento conceptual com cada organização, equipa ou território, permitindo ajustar temas, enfoques e formatos a partir de propostas testadas, sem perda de rigor nem de independência autoral.

À Medida e em várias modalidades

“Geração Sanduíche e a Demência”

Fala-se da geração Z — uma tragédia anunciada. Da geração Millennial — ansiosa, naturalmente. Da geração X — desencantada. E dos Boomers — resilientes, revolucionários, perfeitos de catálogo. Entre estes rótulos há uma categoria silenciosa: a geração sanduíche, aquela que vive espremida entre o passado que cuida e o futuro que exige. Mas será isto uma geração — ou apenas o retrato cru de um país que envelhece sem saber o que fazer com a sua própria fragilidade? E o que revela esta metáfora sobre o modo como lidamos com a demência? É uma reflexão que alinha com a rubrica autoral “Comunicar na Demência”, desenvolvida por Leonor Cerqueira.

“O cola que tudo liga”

Os envelhecimentos — os de agora e os de outrora — revelam tensões sociais que a contemporaneidade tende a mascarar sob rótulos de “inovação”. Entre discursos acelerados e soluções prontas, perde-se muitas vezes o essencial: o que mantém uma sociedade unida? Esta palestra propõe um olhar crítico sobre saúde e doença sociais, sobre os gestos que sustentam o comum e sobre as fissuras que se instalam quando deixamos de reparar nelas. O que nos junta? O que nos distancia? Afinal o que é essa cola? E quanto tempo resiste uma comunidade quando a cola começa a falhar?

“Conversas que MARCAM”

A conversa mudou. Hoje fala-se para preencher, para expor, para evitar e, por vezes, para tudo menos para compreender. Entre a aceleração digital e o desconforto com o silêncio, a arte de conversar tornou-se um território instável — pessoal, profissional e social. Esta palestra propõe um olhar crítico sobre o modo como comunicamos no quotidiano e sobre aquilo que se perde quando a conversa deixa de ser encontro e passa a ser ruído. Que conversas transformam equipas, decisões e relações? Quais são as que mais evitamos — e porquê? Como ter conversas que marcam…haverá receita?

“Onde está a paciência?”

Será a paciência uma virtude antiga ou um grande pecado moderno? Nesta palestra, Leonor Cerqueira conduz-nos pelo território da paciência e pela forma como ela molda — ou distorce — relações, interações e o nosso envolvimento com tudo: pessoas, trabalho, animais… e até com substitutos discretos, como os newborns e as chuchas contemporâneas.

“O mercado do Cuidado e o esvaziamento das Relações”

O cuidado tornou-se um mercado: protocolos, diagnósticos, especialistas e soluções rápidas. Ao mesmo tempo, famílias e comunidades retraem-se, delegando para instituições aquilo que antes era relação direta. Esta palestra observa a contradição: um sistema tecnicamente eficiente, mas humanamente ausente — e incapaz de substituir a experiência concreta de quem sempre cuidou.

“Coaching, Inveja verde e o desconforto com o Desenvolvimento humano”

O coaching tornou-se um alvo conveniente: para alguns, é superficial; para outros, é a origem de todos os excessos modernos. Curiosamente, esta acusação ignora um facto simples: a mudança cultural que hoje inquieta tantos já estava descrita muito antes de existir coaching — e muito antes de existir a própria palavra. Grande parte da crítica contemporânea ao coaching nasce deste mesmo lugar — um lugar onde a inveja verde se mistura com resistência à mudança e desconforto perante a possibilidade do crescimento alheio. Nesta palestra, Leonor Cerqueira observa o fenómeno por outro ângulo: porque é que a ideia de desenvolvimento humano provoca tanta resistência? O que ameaça realmente — a prática ou a possibilidade de transformação? E porque é que profissões historicamente seguras se sentem desafiadas quando alguém procura crescer fora dos seus limites tradicionais? Não se discutem técnicas, nem se defendem metodologias. Analisa-se o que está por baixo: um conflito cultural entre estagnação e movimento, entre ressentimento e responsabilidade — entre aquilo que se exige e aquilo que se faz para lá chegar.

Scroll to Top