
Leonor Cerqueira
Leonor Cerqueira é Autora e Realizadora de Vídeo-Arte, posicionando-se na área do desenvolvimento humano e da comunicação. O seu trabalho nasce da interseção entre ciência, arte e literatura, com um foco analítico na longeVIDAde não obsessiva e nas linguagens que moldam a experiência humana em geral e em particular, no âmbito da demência.
As suas obras literárias e audiovisuais encontram-se devidamente registadas na Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) e no IGAC — Inspeção-Geral das Atividades Culturais — tendo sido apresentadas e exibidas em Festivais Internacionais de Vídeo-Arte. É fundadora do Centro de Convites, onde desenvolve projetos autorais dedicados ao estudo das relações humanas, dos envelhecimentoS contemporâneos e das chamadas doenças da INcomunicação.
A sua formação integra biologia, psicologia, gestão, gerontologia, neurociência, estudos da linguagem e literatura, compondo uma perspetiva rigorosa, transversal e multidisciplinar sobre o comportamento humano e os seus enquadramentos. Esta base científica sustenta uma abordagem crítica, informada e não simplificadora dos fenómenos humanos e sociais. Desenvolve colaboração académica nas áreas da comunicação e do envelhecimento.
Concebeu e desenvolveu projetos em contacto direto com comunidades de pessoas mais velhas em situações de isolamento e solidão — como Um amigo aqui à mão!, Vozes que tratam o isolamento por tu e Tertúlias ao serão, entre outros — trabalho de terreno centrado num dos envelhecimentoS contemporâneos e nas suas implicações relacionais e comunicacionais.
Nas suas intervenções, em diversos setores de atividade e realidades — palestras, cursos e conversas — estimula pensamento crítico e modos mais amplos de observar e atuar sobre fenómenos sociais e relacionais.
Trabalha nas antípodas da estreiteza de olhar que caracteriza o tempo presente e recusa formatos motivacionais superficiais. A sua abordagem privilegia rigor, densidade e complexidade, distinguindo-se, num campo frequentemente ocupado pelo “mais do mesmo”, como uma voz singular, autoral e intelectualmente exigente. Costuma dizer, com ironia, que uma das suas maiores competências é conseguir comunicar com públicos diversos, recusando uma linguagem fechada ou auto-referencial, usada como forma de poder e compreendida apenas por alguns poucos.
Esta é uma das frases que a faz conhecer mais e melhor as pessoas e os seus bairros, e que a inspira diariamente:
Uma forma conveniente de travar conhecimento com uma cidade, é procurar saber como se trabalha, como se ama e como se morre.
Para convites, projetos e colaborações:
